A pré-campanha de Mato Grosso ao governo da região do Centro-Oeste é, até o momento, a mais agressiva. Antes mesmo da abertura oficial da campanha eleitoral de 2026, os principais pré-candidatos trocam acusações de corrupção e ataques de cunho pessoal. Esta disputa atinge um nível de agressividade ainda não observado nos estados vizinhos.
Cenário da Pré-Campanha no Centro-Oeste
O Distrito Federal apresenta um debate dominado pelo caso BRB/Banco Master, com acusações sobre a responsabilidade na condução do banco público. Em Mato Grosso do Sul e Goiás, as críticas entre os postulantes permanecem concentradas na polarização nacional, na avaliação de gestões e no legado dos governos estaduais. Este cenário contrasta com a intensidade da pré-campanha de Mato Grosso.
Confronto Direto na Pré-Campanha de Mato Grosso
Em Mato Grosso, o principal embate envolve o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL), adversários na disputa pelo Palácio Paiaguás. O episódio mais explosivo ocorreu quando Pivetta acusou o senador de comandar um esquema de cobrança de propina sobre emendas parlamentares destinadas a prefeitos. Isso teria ocorrido durante o período em que o PL exercia forte influência sobre a superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Estado.
Pivetta afirmou: ‘Todo prefeito sabe que, para conseguir uma emenda, tinha que pagar 30%. Todo mundo sabe disso. Era o pedágio das emendas’. Ele insinuou que o esquema era de conhecimento generalizado entre os gestores municipais. O governador não citou nominalmente o bolsonarista, mas insinuou que Fagundes participava de supostos esquemas na Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Estado de Mato Grosso. As indicações aos cargos eram do senador durante os governos Dilma Roussef (PT).
Escalada das Acusações e Respostas
Wellington Fagundes respondeu elevando o tom da disputa na pré-campanha em Mato Grosso. Em vez de rebater diretamente a acusação, o senador relembrou uma antiga acusação de violência doméstica envolvendo o governador, que depois foi inocentado pela justiça. Fagundes declarou: ‘Quem agride mulher, não tem moral para querer posar de exemplo’. Em outra manifestação, o senador afirmou que Pivetta ‘não tem autoridade moral’ para fazer acusações enquanto carrega esse histórico. A pré-campanha de Mato Grosso, com este episódio, consolidou-se como o estado onde a sucessão estadual assumiu contornos mais agressivos antes mesmo do início oficial da campanha.








