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6 de novembro de 2026

Simulações de resgate em Cuiabá aprimoram preparo de equipes para acidentes de trânsito

Simulações de resgate veicular e trauma integram o 2º Congresso Nacional de Emergência e Segurança Viária (Conesv), em Cuiabá. O evento, que segue até sexta-feira (26.6), capacita equipes de bombeiros e socorristas de diversos estados e do Distrito Federal. Os exercícios replicam acidentes com vítimas presas às ferragens e hemorragias, avaliando atendimento médico, liderança e técnica operacional. O objetivo é fortalecer a capacidade de resposta, garantindo atendimentos mais eficientes e seguros, com foco na 'hora de ouro' para aumentar as chances de sobrevivência.
Simulações de resgate em Cuiabá aprimoram preparo de equipes
CBMMT

As simulações de resgate veicular e trauma são parte do Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma, uma das principais atividades do 2º Congresso Nacional de Emergência e Segurança Viária (Conesv). O evento ocorre no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, e tem programação até sexta-feira (26.6). Os cenários reproduzem acidentes de trânsito com vítimas presas às ferragens, hemorragias graves e situações de alto risco.

Mais do que uma competição, as simulações de resgate funcionam como ferramenta de capacitação. Elas permitem que equipes de bombeiros, socorristas e profissionais de emergência aperfeiçoem técnicas e procedimentos utilizados em ocorrências reais. O major BM Rivaldo Miranda, do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) e coordenador técnico do evento, destacou que ‘os exercícios reproduzem situações enfrentadas diariamente nas rodovias e áreas urbanas, exigindo rapidez, precisão e trabalho integrado entre os profissionais envolvidos no resgate’.

Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma

Equipes de 15 estados e do Distrito Federal participam dos desafios. São eles: São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Roraima, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Bahia, Minas Gerais, Pará, Ceará, Amapá, Rondônia, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Ao todo, 46 equipes disputam as provas, sendo 23 na modalidade de salvamento veicular e 23 na modalidade de trauma. Durante as simulações de resgate, os participantes são submetidos a cenários complexos que exigem tomada de decisão rápida e aplicação de técnicas especializadas. A proposta é fortalecer a capacidade de resposta das equipes, contribuindo para atendimentos mais eficientes e seguros.

Avaliação Técnica das Equipes nas Simulações de Resgate

O tenente coronel BM Fábio Luiz Figueiras de Abreu Contreiras, do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro e árbitro avaliador das provas, explicou que as equipes são avaliadas em três pilares durante as simulações de resgate: atendimento médico, liderança e técnica operacional. Cerca de 150 critérios são analisados, simulando as exigências de uma ocorrência real. ‘O primeiro critério é o atendimento médico, com avaliação da vítima, controle de hemorragias, mobilização de fraturas e manejo da coluna vertebral. O segundo é a liderança, observando como o comandante organiza a equipe e gerencia a cena. O terceiro é o técnico, que envolve o desencarceramento e a retirada segura da vítima do veículo’, detalhou Contreiras. Ele ressaltou que o treinamento é fundamental para que os profissionais pratiquem decisões sob pressão, reduzindo falhas e aumentando a eficiência dos atendimentos em emergências reais.

Nas provas, as equipes precisam cumprir todas as etapas do resgate dentro dos padrões internacionais de salvamento. O tempo é um dos fatores importantes. A ‘hora de ouro’ estabelece que a vítima deve receber atendimento especializado e chegar ao hospital o mais rápido possível para aumentar as chances de sobrevivência. Contreiras afirmou que ‘desde o acionamento da ocorrência até a entrada da vítima em um centro cirúrgico existe um tempo máximo recomendado de 60 minutos. Dentro desse período, a atuação das equipes de resgate no local do acidente deve ocorrer em até 25 minutos. Cada segundo conta’. Além da rapidez, os avaliadores observam a segurança dos procedimentos. A retirada da vítima precisa ser feita de forma cuidadosa para evitar o agravamento de lesões, especialmente na coluna cervical.

Importância do Treinamento e Troca de Experiências

A importância desse tipo de treinamento é destacada por profissionais que atuam nas rodovias. Wilson Medeiros, diretor de operações de uma das concessionárias de rodovias em Mato Grosso, ressaltou que os cenários simulados são um treinamento importante para o dia a dia. ‘Esse tipo de salvamento exige muita precisão. Na rodovia, cada minuto faz diferença. As simulações de resgate permitem aperfeiçoar técnicas, testar equipamentos e reforçar a integração entre os profissionais envolvidos no atendimento. O objetivo é sempre aumentar as chances de sobrevivência das vítimas’, disse Medeiros. Para a major BM Raquel Rangel, do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo, os desafios práticos promovem uma troca de experiências que fortalece a capacidade de resposta das equipes. ‘É uma oportunidade única de integração e difusão de conhecimento. Os participantes aprendem novas técnicas, compartilham experiências e levam esse aprendizado para suas corporações, refletindo diretamente na qualidade do atendimento prestado à população’, afirmou Rangel. O desafio segue até a sexta-feira (26), quando as melhores equipes serão conhecidas e premiadas.

Sobre o 2º Conesv

O 2º Conesv é promovido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT). O congresso reúne bombeiros militares, especialistas e profissionais de diversas áreas do Brasil e do exterior para debater avanços, desafios e boas práticas voltadas à segurança viária e ao atendimento de emergências no trânsito. A programação inclui atividades práticas, como o Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma e o Holmatro Experience, além dos cursos Stop The Bleed e Rescue Training, focados em capacitação para controle de hemorragias e atendimento pré-hospitalar. Mais informações sobre o evento estão disponíveis em https://conesv.ligabom.com.br/.

Fonte: Secon/MT

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