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13 de junho de 2026

Vozes da Pecuária inicia ação territorial com foco em subsidiar políticas públicas com as demandas do pecuarista

O Vozes da Pecuária, projeto do Instituto Pecuária Tropical pelo Clima, inicia uma nova fase territorial. O objetivo é coletar as demandas de pecuaristas em sete regiões específicas do Brasil, abrangendo os biomas Cerrado, Pantanal e Amazônia. A iniciativa visa construir agendas territoriais para subsidiar candidatos e o poder público com propostas para as eleições de 2026, fortalecendo a voz dos produtores e impulsionando a evolução sustentável do setor.
Vozes da Pecuária: ação territorial para políticas públicas
Imagem - Reprodução

Projeto que começou em evento nacional, expande-se para sete territórios, ampliando e aprofundando as demandas estratégicas para o setor

O Vozes da Pecuária, projeto do Instituto Pecuária Tropical pelo Clima, inicia uma nova etapa, agora adentrando pelo Brasil nas regiões específicas da pecuária. O objetivo é construir, com base na experiência dos pecuaristas e suas demandas, agendas territoriais para subsidiar os candidatos sobre necessidades do setor para as eleições de 2026.

Trata-se de um processo de escuta estruturada e participativa com base na realidade, nos desafios e nas prioridades de quem vive e faz a pecuária no território para identificar e sugerir quais políticas públicas e ações de mercado são estruturantes para a evolução da pecuária e para ampliar sua contribuição ambiental, econômica, social e cultural.

‘Além de dar voz aos produtores, o objetivo será organizar demandas locais, fortalecer lideranças regionais e transformar esse conteúdo em um pacto territorial com a finalidade de subsidiar as políticas públicas, investimentos e decisões estratégicas ligadas à pecuária’, analisa o pecuarista Raul Moraes, Diretor do Instituto Pecuária Tropical pelo Clima.

Nesta fase, a escuta das Vozes da Pecuária acontece em sete territórios prioritários, distribuídos nos três principais biomas da pecuária brasileira: Cerrado, Pantanal e Amazônia, lembrando que a metade dos bois abatidos no Brasil é proveniente desses biomas. Diretamente, o projeto envolve 15 municípios em quatro estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará. Somados, os territórios do projeto reúnem um rebanho superior a 10,8 milhões de bovinos.

Algo especial e diferenciado é a divisão e nomenclatura dos territórios que não se limita à questão político-geográfica, mas à vocação e às características peculiares de cada região. Esse diferencial motivou nomes especiais que passaram a batizar os territórios.

‘Os territórios passam a ter uma identidade construída a partir da sua vocação produtiva, da história local e da forma como a pecuária se organiza em cada região’, explica Amanda Purger, coordenadora dos embaixadores territoriais. Ela afirma que o projeto ‘nasce também da compreensão de que não existe uma única pecuária brasileira, mas diferentes pecuárias, marcadas por realidades territoriais muito distintas’.

Por fim, ressalta que muitas vezes, esse universo é traduzido por atores externos à atividade, porém, ‘o Vozes da Pecuária busca fortalecer a voz dos próprios produtores e transformar essa experiência territorial em contribuição concreta para o futuro do setor*’, avalia.

Territórios e embaixadores

A atuação acontece nos meses de maio a novembro e está conectando produtores, entidades setoriais, lideranças regionais e nacionais, além do mercado e do poder público, com foco na construção de propostas para a pecuária brasileira.

A ação territorial territorial será conduzida por embaixadores locais, responsáveis por articular produtores específicos, estimulará diagnósticos, envolverá atores regionais e contribuirá para a construção de agendas e pactos territoriais. O resultado desse processo deve compor um documento a ser apresentado ao poder público e candidatos às eleições de 2026. Os territórios definidos são:

  • Amazônia Oriental Paraense – Paragominas e Marabá;
  • Planície Pantaneira Norte – Rio Verde e Coxim;
  • Alto-Médio Araguaia/MT – Barra do Garças, Pontal do Araguaia, Nova Xavantina e Torixoréu;
  • Vale do Araguaia – Cocalinho, Jussara e Aruanã;
  • Planície Pantaneira Sul – Corumbá, Aquidauana e Miranda;
  • São Luiz e Trindade do Mato Grosso – Cáceres e Vila Bela

Histórico

O Vozes da Pecuária nasceu em setembro de 2025, com uma primeira etapa nacional realizada em Brasília. Na ocasião, pecuaristas reivindicaram seu legado e suas demandas a legisladores e formadores de opinião, apresentando uma carta aberta que consolidou, de forma ampla, as diretrizes do setor.

A nova fase territorial amplia esse trabalho para levar a escuta para as regiões dos três biomas estratégicos da pecuária brasileira. ‘A proposta é fazer com que as prioridades tenham origem em quem realmente vive e faz a pecuária nos territórios, pois cada território possui características produtivas, ambientais, culturais e econômicas diferentes’, explica Raul Moraes do Instituto Pecuária Tropical pelo Clima.

O movimento conta com o apoio da organização Terra Adorada (ex-Morada Comum), parte da Rede Global ‘Our Common Home’, que busca promover o bem comum pela natureza. A iniciativa conta também com a parceria da Unapec – União Nacional da Pecuária.

Serviço

O projeto Vozes da Pecuária Territórios é uma iniciativa do Instituto Pecuária Tropical pelo Clima voltada para a escuta e organização das demandas da pecuária brasileira a partir dos territórios. Em 2026, a ação terá abrangência em sete territórios, três biomas, 15 municípios e quatro estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará. O projeto envolve pecuaristas, lideranças regionais, entidades setoriais, mercado e poder público, com o objetivo de gerar subsídios para políticas públicas, investimentos e decisões estratégicas para o futuro da pecuária e sua contribuição para a agenda climática.

Instituto Pecuária Tropical pelo Clima

A Pecuária Tropical pelo Clima se formaliza como uma organização criada para posicionar a pecuária brasileira como parte da solução climática, valorizando sua capacidade produtiva, organização setorial e práticas sustentáveis. Liderada por pecuaristas, a iniciativa representa a evolução de um movimento que integra diferentes regiões, biomas e realidades da pecuária no Brasil, colocando o produtor no centro da discussão sobre produção de alimentos, conservação e desenvolvimento econômico. O movimento conta com o apoio da organização Terra Adorada (ex-Morada Comum), parte da Rede Global ‘Our Common Home’. A iniciativa conta também com a parceria da Unapec – União Nacional da Pecuária.

Assessoria de Imprensa Pecuária Tropical pelo Clima

Mais informações: www.pecuariapeloclima.org

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