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18 de setembro de 2026

Mulheres lideravam núcleo financeiro de facção que movimentou R$ 10 milhões

A investigação da Operação Ragnarok, da Polícia Civil, comprovou que o núcleo financeiro de uma facção criminosa, que movimentou mais de R$ 10 milhões em Mato Grosso, era comandado por quatro mulheres. Elas gerenciavam recursos de tráfico de drogas e cobranças internas. A operação cumpriu 104 ordens judiciais em Lucas do Rio Verde e região, incluindo mandados de prisão, busca e apreensão, e bloqueios de contas.
Núcleo financeiro de facção: mulheres lideravam esquema de R$ 10 milhões
Reprodução PJC

A investigação da Polícia Civil durante a Operação Ragnarok, deflagrada nesta sexta-feira (3), comprovou que o núcleo financeiro de facção criminosa que movimentou mais de R$ 10 milhões em Mato Grosso tinha seu comando por quatro mulheres. Além delas, outros integrantes da organização, investigada por tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro, foram alvos de 104 ordens judiciais cumpridas em Lucas do Rio Verde e região.

Detalhes da Operação Ragnarok

A Operação Ragnarok resultou no cumprimento de um total de 104 ordens judiciais. Estas incluíram 55 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão e 15 bloqueios de contas bancárias. Os bloqueios foram relacionados aos investigados e estabelecidos no limite de mais de R$ 10 milhões. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, reforçando a abrangência da ação policial contra a facção criminosa.

Função do Núcleo Financeiro de Facção

As quatro mulheres identificadas na investigação tinham a função de gerenciar os recursos financeiros obtidos pela facção. Esses valores eram provenientes da venda de entorpecentes e de cobranças internas da própria organização. Este núcleo financeiro de facção era crucial para a manutenção das atividades criminosas, centralizando a administração dos fundos ilícitos.

Estratégias de Lavagem de Dinheiro e Rastreamento

Os valores arrecadados eram repassados para outros investigados e também destinados a uma conta jurídica. Esta conta foi posteriormente identificada como pertencente a uma empresa de fachada, utilizada especificamente para ocultar a origem ilícita do dinheiro. De acordo com a investigação, os recursos eram pulverizados por meio de diversas transações financeiras entre diferentes contas bancárias. Essa estratégia era empregada para dificultar o rastreamento dos valores até que chegassem ao gerente do núcleo financeiro de facção, que, segundo informações da Polícia Civil, está localizado no Rio de Janeiro. A delegada Paula de Fátima Moreira Barbosa afirmou que ‘Esses investigados eram orientados a repassar o dinheiro ilícito e dissimular os valores para diversas contas, até chegar ao gerente da facção criminosa que está no Rio de Janeiro’.

Integração com Outros Programas Policiais

A Operação Ragnarok integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026. Além disso, a operação faz parte da Operação Pharus, inserida no programa Tolerância Zero. Este programa é voltado especificamente ao combate às facções criminosas em todo o Estado, demonstrando um esforço coordenado das forças de segurança para desmantelar organizações criminosas e seu núcleo financeiro de facção.

Fonte: Gazeta Digital

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