O ex-governador Mauro Mendes (União) se manifestou sobre notícias de uma suposta investigação sigilosa contra ele no Superior Tribunal de Justiça (STJ). As suspeitas de favorecimento ao Banco Master, segundo Mendes, fazem parte de uma tentativa de adversários políticos de repetir um ‘golpe’ similar ao ocorrido durante a campanha para a Prefeitura de Cuiabá em 2014. Mendes e o comitê da maldade, como ele descreveu, estariam agindo para prejudicar sua pré-candidatura ao Senado.
Acusações de ‘comitê da maldade’ e adversários políticos
Em vídeo publicado nas redes sociais na noite desta quinta-feira (25), Mendes afirmou a existência de um ‘comitê da maldade’ atuando em Mato Grosso e em Brasília. Este grupo, segundo ele, disseminaria notícias falsas contra sua pré-candidatura ao Senado. O ex-governador atribuiu a articulação ao ex-governador Pedro Taques (PSD), um de seus adversários na disputa. Mendes e o comitê da maldade, segundo ele, estariam por trás dessa articulação. Mendes relatou ter ouvido nos bastidores que Taques, também candidato ao Senado, estaria usando sua influência no Ministério Público Federal, onde já foi membro, junto a políticos de Mato Grosso, para ‘criar, fabricar algum tipo de operação ou situação para tentar me prejudicar aqui no Estado com essas mentiras’. Ele classificou a ação como uma ‘grande forçação de barra’ e negou conhecer ou ter relação com Daniel Vorcaro. Mendes declarou que ‘o que eles estão tentando fazer de novo é aplicar esse golpe para tentar me prejudicar’.
Relembrando o ‘golpe’ de 2014
Mendes relembrou o episódio de 2014, quando foi ‘vítima de uma sacanagem’. Na ocasião, o Ministério Público Federal solicitou busca e apreensão em cerca de 50 locais, incluindo sua residência. Dois anos depois, pareceres da Polícia Federal, do próprio Ministério Público Federal e da Justiça arquivaram todos os processos, confirmando a regularidade dos atos. Apesar do arquivamento, o ex-governador afirmou que o ocorrido lhe causou ‘grandes danos e transtornos’.
Credenciamento do Banco Master e o comitê da maldade
As suspeitas atuais, conforme Mendes, envolvem o credenciamento do Banco Master para oferecer o cartão-benefício aos servidores estaduais. Este credenciamento ocorreu após a ampliação da margem consignável, aprovada em 2023. Mendes explicou que o aumento de 10% da margem consignável foi uma iniciativa da Assembleia Legislativa, a partir de um projeto apresentado pelo deputado estadual Valdir Barranco (PT). Ele enfatizou que todo o processo ocorreu dentro da legalidade. O ex-governador ressaltou que o Banco Master não recebeu tratamento privilegiado, uma vez que 23 outras instituições financeiras também foram credenciadas para oferecer a mesma modalidade de crédito. ‘Vinte e quatro bancos e instituições fizeram cadastramento de acordo com os regulamentos do Estado de Mato Grosso. O Banco Master foi apenas mais um entre esses 24 e sequer foi o primeiro a se cadastrar. Quando ele entrou, já havia quatro instituições autorizadas’, afirmou. O ex-governador questionou por que apenas Mato Grosso estaria sendo alvo da suposta investigação, já que o cartão-benefício foi implantado em 22 estados brasileiros, inclusive com a participação do Banco Master. ‘Se a investigação for séria, pode fazer, não tem problema nenhum. Os atos de credenciamento foram corretos, praticados por servidores públicos de carreira, que estão aptos a esclarecer qualquer dúvida’, declarou, reforçando a transparência e a legalidade dos processos que o comitê da maldade tenta descreditar.








